Um coração agradecido é um coração mais saudável

Ser grato e dar graças pelos aspetos positivos da vida resultam em melhor saúde mental, e, por decorrência, em melhor saúde física. Mais especificamente, a gratidão resulta em melhor saúde do coração.
A gratidão é parte de uma visão mais ampla sobre a vida que envolve perceber e valorizar os aspetos positivos da existência. Ela pode ser atribuída a uma fonte externa (por exemplo, um animal de estimação), a uma outra pessoa ou a fatores não-humanos, que podem ir do êxtase frente a paisagens da Natureza até à ligação com Deus, o que torna a gratidão num aspeto da espiritualidade.
A equipa de investigadores descobriu que uma maior gratidão está associada com melhor humor, melhor estado de espírito, melhor sono, menos fadiga e níveis mais baixos de marcadores inflamatórios relacionados com a saúde cardíaca.
O que surpreendeu foi que a gratidão total ou parcialmente responde pelos efeitos benéficos do bem-estar espiritual como um todo.
// Diário da Saúde/S&L

Descoberta nova doença transmitida por carraças

Pesquisadores da China e dos EUA, trabalhando conjuntamente, descreveram uma doença nunca antes vista, transmitida por carraças.
Segundo eles, a doença pode ser uma "ameaça substancial à saúde" para os seres humanos e animais em áreas onde a carraça portadora da doença é comum.
A equipa responsável por este novo estudo examinou 477 pacientes no Nordeste da China que tinham sido picados por carraças durante um período de um mês, na primavera de 2014. Destes, 28 (6%) foram infetados pela nova espécie de bactéria agora identificada.
Os sintomas da infeção da A capra incluem febre, dor de cabeça e cansaço, tonturas e dores musculares. Os médicos trataram com sucesso a infeção com antibióticos, particularmente a doxiciclina.
A bactéria é provavelmente transmitida ao ser humano através de uma espécie de carraça conhecida como carraça-taiga. Esta espécie vive na Europa Oriental e em toda a Rússia e Ásia, incluindo a China e o Japão.
Atualmente, é difícil diagnosticar a infeção porque não existe ainda um exame de sangue específico para isso. // Diário da Saúde/S&L

Comer de mais afeta genes ligados ao cancro

Enquanto comer menos calorias faz viver mais, a ingestão excessiva de alimentos – cuja face mais visível é a obesidade – está ligada a uma série de problemas de saúde.
Mas ainda é necessário descobrir os mecanismos pelos quais o excesso de nutrientes causa esses problemas de saúde.
Agora, Nabil Djouder e os seus colegas do Centro Nacional de Pesquisa do Cancro (Espanha) descobriram um desses mecanismos.
O excesso de nutrientes – o resultado de comer além das necessidades calóricas do organismo – ativa uma proteína, a mTOR, que é alterada no cancro, na diabetes e em desordens associadas com o envelhecimento.
O que Djouder descobriu agora é que, em resposta a um excesso de nutrientes ingeridos pela alimentação, uma outra proteína – outro gene – chamada MCRS1 age como um "interruptor" que aciona a mTOR, ativando todos os danos que podem ser conduzidos por seu intermédio.
Sob condições normais, a mTOR regula funções celulares essenciais, tais como a síntese de proteínas e o crescimento celular. No entanto, uma hiperestimulação da mTOR em resposta aos nutrientes e a fatores de crescimento – processos metabólicos que são cruciais na biologia dos tumores – leva a um aumento do crescimento e da proliferação celular.
A boa notícia é que o oposto também poderá ser verdadeiro, ou seja, o bloqueio desta proteína poderá vir a tornar-se num tratamento eficaz para o cancro e todas as demais doenças e condições associadas com alterações da mTOR, desde que seja possível "desligar esse interruptor".
// Diário da Saúde/S&L

Extrato de árvore previne e reverte hipertrofia cardíaca

Um composto natural extraído da casca da magnólia pode proteger o coração da hipertrofia. Este medicamento natural é conhecido há séculos, e amplamente usado na Ásia para proteger o coração.
O que os cientistas atestaram agora é que ele age ativando a SIRT3, uma proteína associada à resistência ao stresse, à regulação metabólica e até ao retardamento do envelhecimento – uma "prima" desta proteína, chamada SIRT1, já foi chamada até mesmo "gene da longevidade".
A equipa de investigadores da Universidade de Chicago (EUA) descobriu que o composto extraído da casca da magnólia, conhecido como honokiol, ativa o gene SIRT3, uma proteína sabidamente cardioprotetora.
Os pesquisadores usaram como modelo para avaliação da funcionalidade do composto a hipertrofia do miocárdio, ou seja, o crescimento desordenado da musculatura cardíaca, o que leva à isquemia (falta de suprimento sanguíneo para o tecido do coração) e à fibrose (cicatriz).
Quando injetado nas cobaias, o honokiol reduziu o excesso de crescimento das células do músculo cardíaco, reduziu a espessura da parede ventricular e impediu a acumulação de fibrose intersticial, um endurecimento das células do músculo cardíaco que reduz a sua capacidade para se contrair. Ele também protegeu as células do músculo cardíaco contra os danos causados pelo stresse oxidativo, que pode danificar o ADN.
// Diário da Saúde/S&L